terça-feira, 21 de outubro de 2008

A impossibilidade do mundo




Quasimodo - "Dieu que le Monde est Injuste" ( musical - Notre Dame de Paris )


Dieu que le monde est injuste
Lui si beau et moi si lais
Je te donnerais la lune
Tu ne voudrais pas m'aimer
Et lui sans faire un seul geste
Sans un mot sans un regard
Il a mis de la tendresse
Au fond de tes grands yeux noirs
Tu lui donneras ton corps
Tu croiras à ses serments
Tu l'aimes pour le dehors
Sans voir ce qu'il y a dedans
Dieu que le monde est injuste
Lui seigneur et moi vaurien
Il te donnera la lune
Toi qui ne demandais rien
Dieu que le monde est injuste
Aime ton beau cavalier
La satin de ta peau brune
N'est pas pour les va-nu-pieds
Ma laideur est une insulte
A ta beauté insolente
Une erreur de la nature
Qui ne me fut pas aimante
Dieu que le monde est injuste
Notre lot n'est pas le leur
Nous n'avons pas de fortune
Mais eux, ont-ils donc un coeur ?
Ils sont nés dans la dentelle
Pour faire l'amour et la guerre
Mais nous pauvres vers de terre
Notre vie est bien plus belle
Et de quel côté est Dieu
Du côté des ostensoirs
Ou bien du côté de ceux
Qui le prient matin et soir
Ce Jésus que l'on adore
A t-il toujours préféré

Les Rois Mages avec leur or
A nous autres pauvres bergers
Dieu que la vie est cruelle
Pour deux coeurs qui se cherchaient
Moi si laid et toi si belle
Comment pourrais-tu m'aimer

sábado, 18 de outubro de 2008

Véspera

Haverá uma última ceia antes do fim do mundo?

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Of Hate



Marilyn Manson - "Irresponsible Hate Anthem"





Slipknot - "Spit it Out"




Coal Chamber - "Fiend"




Nine Inch Nails - "Wish"


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Não há melhor terapia para o ódio em nós do que soltá-lo a ouvir músicas assim.

domingo, 5 de outubro de 2008

Histórias do vento e da chuva

Num jardim quente e musical,

embalados pelo vento do Outono,

antes da chuva cair,

eles olharam para as estrelas

e disseram amo-te

depois de foderem.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Numa tarde lenta...

...éramos todos rochedos à chuva.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Confesso que nunca tinha lido Philip Roth antes de ler The Ghost Writer. Já muito me tinham dito a respeito do autor e das suas capacidades de escrita, que o elevaram a um pedestal pré-nobel, pedestal a que o escritor provavelmente já não é alheio.
A princípio, a história contida nesta obra não estava a conseguir impressionar-me, talvez por estar habituado a ler romances de outra ordem, como sejam os de Saramago, José Luís Peixoto e mesmo até Steinbeck, sem contar com a recente obra lida, Faces in the Water, de Janet Frame. No entanto, a compactação textual, atingida com um sucesso brilhante, a trama que se adensa gradualmente e o desvairo com que a personagem principal, Nathan Zuckerman, inventa uma história alternativa para a femme fatale Amy Bellette conseguiram eventualmente e com pouco esforço conquistar-me. A língua inglesa é usada com tremenda mestria, tanto para nos deliciar comicamente, como para nos ir contando aquilo que se passa entre as personagens, o seu pano de fundo, presente e possível futuro. Se à primeira vista o leitor se pode sentir menos motivado com o encontro de Nathan com o seu ídolo E. I. Lonoff, a forma como o enredo se vai desenvolvendo é absolutamente hipnotizadora. A linguagem é precisa, clara e brilhante e somos raptados para um mundo onde o holocausto é uma menina que emigra para os Estados Unidos. 
Há ainda considerações profundas sobre o exercício de escrita. Assim sendo, quem será o ghost writer? O próprio Nathan? Lonoff? Amy Bellette e o seu diário? Se o ídolo de Nathan se alimenta da escrita como se esta fosse a substância vital do seu universo, alienando a própria família, é possível afirmar que o facto que o torna fantasmático é provavelmente o modo como o próprio se foi gradualmente afastando do mundo dito real e das qualidades e faculdades humanas. Por outro lado, Amy, vista através dos olhos um tanto ou quanto perversos de Nathan, é possivelmente a verdadeira escritora fantasma. Uma sobrevivente do holocausto que mudou o nome para que um certo diário não dissesse dela aquelas verdades que a fizeram odiar o mundo. Mas é Nathan o verdadeiro escritor das sombras, aquele que inventa o enredo, que dá começo e fim às outras personagens através de uma imaginação subtil mas prodigiosa. Aquilo que o Lonoff e Amy nunca têm acesso durante todo o romance é a verdadeira escrita de Nathan: pura ficção, tão credível como a própria realidade e talvez ainda mais convincente. 
Considerações à parte, este é um romance de grande maturidade, um daqueles livros que ficam connosco durante muito tempo.
A ler.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Statement

Adão c'est moi.