I feel my eyes closing as the heart beats faster, faster, faster. The hands are shaking and I've got the shivers even though my body is warm. I'm wet for the rush of adrenaline and I can't see the city for the cars - I smell like shit and my knees are brown. One day, I will be a fat burlesque dancer sharing the stage with a post-modernist doctor. My body is warm, I shiver and my heart beats faster, faster, faster.
domingo, 7 de dezembro de 2008
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
O Escuro e os Sonhos de Adão
Sonho com a morte. Não a minha, não a de Helena, mas sim a morte. Não há nenhuma figura com uma gadanha, não há nenhum cavaleiro negro. Há a morte, a palavra morte, o que significa e sempre significou, como um letreiro de luzes escuras no meio de um nada. Atrás do letreiro estão todas as gerações de pessoas já mortas, todas as civilizações que já cessaram de existir, desde o início dos tempos até ao passado presente. Deste lado, estão os vivos. O número de passos que tenho de percorrer até chegar à palavra morte corresponde ao número de anos que, no sonho, sei que ainda me resta. Antes e depois disso, há respectivamente o nada e o cessar do algo. A memória colectiva é forte, mas há pouco espaço para a individual. O que faz um homem ou uma mulher nesse curto espaço de tempo que é a existência. O que faz com que viver seja um testemunho para um futuro. São perguntas que faço no sonho, pois se posso ver os mortos por detrás da morte e se posso ver os vivos à sua frente, não vejo em lugar algum aqueles que virão. É essa a grande dor e mal da existência, o ter de não saber quem serão esses, os outros, os que começarão um novo ciclo após morrermos. E ainda o letreiro de luzes escuras a impor-se, a mostrar-me, a mim e Helena, que não somos nada, que não podemos querer ser nada, que podemos ter em nós todos os sonhos do mundo, mas que estes acabam quando começa a morte. O corvo, do outro lado da morte, permanece imóvel e olha-me. Grito-lhe, Responde-me, corvo. E ele permanece imóvel e não me fala. Atrás dos que estão por detrás da morte, há um precipício e o chão é como se fosse um rio que caminha nessa direcção. Os que estão atrás de todo vão caindo aos milhares no poço sem fundo e muitos outros deste lado vão passando para o outro. É um mecanismo brutal, violento, definitivo. E, no entanto, há uma serenidade colectiva nos rostos dos mortos, quase um sorriso nos lábios de cada um. O corvo afasta-se cada vez mais e os meus pés estão colados ao chão. E ele afasta-se, afasta-se, afasta-se, afasta-se, a f a s t a – se, a f a s t a - s e, a f a s t a - s e, a f a s t a - s e até cair.
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Perspectivas
"There’s a hedonistic, materialistic, selfish disposition in contemporary gay culture that everybody wants."
- Mark Ravenhill
- Mark Ravenhill
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
As minhas bonecas russas
Recuso-me a ceder. Recuso-me a não ter uma São Petersburgo à minha espera. Também eu terei uma noite branca que será para sempre. Também eu ouvirei Beth Gibbons ao sair de um comboio. Também.
Yes, I'll keep dreaming.
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Fire Worship
Para todas as almas atormentadas nesta Terra que gira:
A razão é uma arma de defesa que não permite fogo amigo.
A razão é uma arma de defesa que não permite fogo amigo.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Pensamento da Noite
Por mais que às vezes me arme em Florbela Espanca, eu sou um miúdo de vinte e dois anos que não quer morrer.
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