sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

THE BROOKLYN FAIRIES

O romance de Paul Auster, The Brooklyn Follies, trata, entre várias outras coisas, de um personagem chamado Nathan que, de traumatizado que estava, decide escrever um livro onde regista todos os seus erros passados, todas as loucuras que cometeu, todos os desvairos e pecados. Esse livro dentro do livro chama-se The Book of Human Folly e serve como um modo de expurgar a porcaria que Nathan por diversas vezes fez.

Ontem uma senhora erroneamente chamou o romance de The Brooklyn Fairies. É curioso imaginar qual seria o livro que seria escrito dentro de este outro romance. Um conto de fadas passado em Brooklyn no início do séc. XXI? Um romance queer que tivesse como pano de fundo a queda das Torres Gémeas, simbolizando, consequentemente, a queda da homofobia de uma América que conserva New York como bastião da sanidade nacional?

Não sei, ninguém sabe, nem a senhoria saberá, porventura. A verdade é que a troca da última palavra do título da obra de Paul Auser adquire uma nova dimensão, ainda não explorada pelos GRANDES académicos que estão a participar na conferência da APEAA deste ano de 2009. Talvez um tema a tratar no próximo ano: "Self, Memory, and Expression in Fairy Literature". Sounds promising - a lot more promising than this year's edition.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

A apropriação do Outro

Será que alguma vez um tubarão branco comeu um tigre?

A redução do riso

"It is all very well to eat, drink, and be merry, but one cannot always put off dying until tomorrow." - Northrop Frye, The Anatomy of Criticism
Quando acabarás, Pós-Modernidade?

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Do Período



Depois de ter visto múltiplas vezes este anúncio na televisão, decidi pensar sobre ele. A conclusão a que cheguei é que também quero ter o período. A julgar pelas senhoras na publicidade, deve ser um êxtase brutal de felicidade e pura magia. E as coreografias...Poesia, amigos, poesia...

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

my own private branch



Björk - Unison (live at the Royal Opera House)

Not even that little slip of the voice at 03.48 can destroy or desacralize the overwhelming beauty of this musical composition. If there's any truth in this world, it's music. It's what we can do with it, it's through it (and not only it) that we can elevate our existence to a state of pure awe. "One hand allows the other" to shake it, to embrace it, to kiss it, to hold it, to hi5 it, to measure it, to play with it, to bless it.

Or perhaps I'm just too young.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Spoken Word



"Dive", Andrea Gibson

A vida não rima, não senhor.

Thank you, Andy!

Guerra em Gaza

Cf. Mia Couto, "A Guerra dos Palhaços" in Estórias Abensonhadas