segunda-feira, 19 de outubro de 2009

sombras de outrora hoje

A melhor maneira de talvez lidar com o passado é aceitar o facto de que nunca nos livramos totalmente dele. E assim porventura o seu peso diminua, ao nos deixarmos atingir pelas repercussões que inevitavelmente provocam novos sismos em nós. Fugir do ontem tem o preço de encarecer o presente e pode provocar crises sistemáticas no futuro - porque o equacionamos na mesma balança que o passado. E aqui chega-se a um beco com saídas amiúde escondidas. E fazer as perguntas certas é nem questionar a nossa posição. Porque é possível criar felicidade mesmo após escavarmos abismos - dançando nas trevas do buraco onde nos metemos e lembrando a luz que era a nossa antiga escuridão.

culturalmente...

Na ópera, os ciganos e os orientais cantam trechos que ao estilo operático são canções do folclore dessas origens. Ai, Carmen, como te traíram!

A Lei

Ninguém há-de abjurar o Paraíso a quem não o souber questionar por inocente falta de saber fazer perguntas. E há-de haver muitos a negarem o penoso caminho desde o chão onde caem e o buraco onde os enfiam. Eu sei disso com a força de todas as leis do amor. Tudo há-de ser eterno para esses. Ámen.

coisas destruindo outras coisas, para criar outras coisas

O que é uma vida extraordinária?

Que deserto.

Quero dar à luz.

Mas estou no deserto.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Interpretar

"The aim of all commentary on art now should be to make works of art - and, by analogy, our own experience - more, rather than less, real to us. The function of criticism should be to show how it is what it is, even that it is what it is, rather than to show what it means.

In place of a hermeneutics we need an erotics of art. "
Susan Sontag, "Against Interpretation".

terça-feira, 13 de outubro de 2009

terça-feira, 6 de outubro de 2009

A República

O dia 5 de Outubro já lá vai no meu país. E aqui onde a democracia atinge a sua faceta mais verdadeiramente alucinante e quase tirana eu sinto vontade de bem alto proclamar, Viva a República, mas o meu grito nunca chegaria os ouvidos moucos dos quasi-nobres-p'ra-ser de Portugal. É o tipo de gente que acredita no horóscopo e tem tempo e dinheiro para esperar que a monarquia seja restaurada e o tio Sebastião lhes volte para encher os cofres de ouro negro e de sangue.
E quase me esquecia que os outros não são assim tão diferentes, hoje em dia. Algum dia o foram?